Sexta-feira, Novembro 20, 2009

PROSA E POESIA

Vai acontecer no próximo dia 28 de Novembro, pelas 16,00 horas, no Auditório do Campo Grande, no nº 56, a apresentação simultânea de duas obras literárias, editadas sob chancela da Editora Temas Originais, Lda.

O livro de poemas, intitulado QUASE NO FEMININO de António MR Martins, é o segundo que o poeta publica sob chancela desta editora.

O livro de contos, intitulado TRAÇOS DO DESTINO, de Vera Sousa e Silva que, depois de ter publicado dois livros de poemas, apresenta agora, em prosa, o seu primeiro livro pela Temas Originais, Lda.
.
Um evento a não perder, com entrada livre.
Aos autores e à Editora, deixamos uma saudação, desejando-lhes o maior sucesso.
.
L I V R O S
.
Livros são bafos de vida
- Lições de formas de ser
Vindas da alma - à medida
De quem as queira aprender.
.
Por muito que eu saiba agora,
Sempre que leio outro livro
Aprendo mais numa hora
Do que, não lendo, consigo.
.
Todos os livros que li,
Mais os que vou, ou não, ler
Dizem o que eu aprendi
E o que me falta saber.

.
Vítor Cintra
No livro: Entre o Longe e o Distante

Sábado, Novembro 14, 2009

O 3 invertido

(Palácio da Regaleira)
.
Sintra, foi terra de Templários, de Maçonaria, de Priorados, de Orgias. Talvez devido ao misticismo que, desde tempos imemoriais, envolve a serra e a vila, foi lugar privilegiado de encontros clandestinos, ou secretos. Certos locais têm história na vida de algumas instituições, ou sociedades secretas. E ainda hoje se conservam os símbolos, ou sinais, então usados para os assinalar a quem os procurava.
.
Um desses locais, o antigo Hotel Victor, que foi frequentado por gente como Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Ramalho Ortigão e tantos outros, e que, como se sabe, é retratado na obra de Eça de Queiroz, intitulada «Os Maias», era sinalizado com o nº 3 invertido.
– O tal número 3 que, por estar invertido, parece ter provocado um nó na cabecinha de uma certa “loira burra” (haverá tristeza maior?) que andou por Sintra a exibir a sua ignorância. –
Mesmo para um leigo, não se torna difícil concluir que tipo de reuniões aconteciam naquele velho edifício, sabendo-se que foi mandado edificar por Victor Sasseti, dono do hotel Bragança, em Lisboa, maçom e amigo de António Carvalho Monteiro e de Luigi Manini, o arquitecto italiano autor do projecto da Cottage Sasseti, na encosta dos Mouros, que é actualmente propriedade da Câmara Municipal de Sintra.
Cabe referir ainda que António Carvalho Monteiro, nascido no Brasil, no século XIX, adquiriu, em Sintra, à Marquesa da Regaleira a Quinta, de que se tornou proprietário, e foi o arquitecto, Luigi Manini, o autor do projecto das obras, de cunho acentuadamente esotérico, efectuadas depois, na propriedade.
.
Além de outros significados, o 3 invertido, tal como o triângulo invertido, representa o princípio masculino. O número 3 tem importantes conotações maçónicas (por exemplo, os três símbolos da Maçonaria são o Esquadro, Nível e o Fio de Prumo). Três são também as Graças, como se pode ver no painel da Regaleira.

.
Em Portugal costuma dizer-se que a ignorância é mãe da imbecilidade.
.
L E I T U R A
.
De quem não lê, tenho pena,
Por pouco ser o saber,
Mas só tem alma pequena,
Quem sabe mas não quer ler.
.
Se, co' a leitura, aprendi
Muitas das coisas que digo,
Também um livro, p' ra ti,
Pode ser como um amigo.
.
Diz-se que ler é à toa,
Se não se gosta do tema,
Mas a leitura, que é boa,
Tem o saber como lema.
.
Muitos dos livros que li,
Li-os pensando comigo:
"As horas gastas aqui,
São ganhas! Mais não consigo!"
.
Vítor Cintra
No livro: VERTIGEM

Sábado, Novembro 07, 2009

Anos 60 - Rádio Clube de Moçambique

(imagem recolhida na internet)
Nos anos sessenta, todos aqueles que, como eu, cumpriram serviço militar em Moçambique, não esquecem a mensagem, que a seguir se reproduz, e que, noite após noite, era ouvida sempre com atenção.
.
MENSAGEM DE FECHO DA EMISSÃO
.
- Para os que viajam a bordo dos barcos, que percorrem os sete mares:
. "Bom tempo e boa viagem!"
.
- Para os humildes guardiães do oceano - os faroleiros - que iluminam os escolhos da beira mar:
. "Que a paz desça sobre a vossa solidão e paire longe o perigo do nevoeiro!"
.
- Para as tripulações das linhas aéreas, cruzando alto o céu dos cinco continentes:
. " Que o perigo se afaste do vosso voo e que as aterragens sejam seguras!"
.
- Para os que trabalham e viajam nos comboios, através desta África imensa:
. "Que a viagem prossiga sem sobressaltos e em segurança!"
.
- Para os que conduzem viaturas ao longo das estradas solitárias, mergulhadas na névoa:
. "Que saibam moderar a velocidade e que regressem sãos e salvos ao lar!"
.
- Às mães, que docemente debruçam sobre os berços a sua inquietação:
. "Que durmam em paz e acordem repousadas e tranquilas!"
.
- Aos 'soldados da paz' e aos que guiam ambulâncias:
. "Que Deus vos proteja dos perigos e riscos das vossas nobres profissões!"
.
- Aos médicos e enfermeiros, que socorrem os doentes:
. "Que Deus vos abençoe, na vossa missão de misericórdia!"
.
- Aos que, em missão de soberania, se encontram ausentes dos seus lares:
. "Que a missão decorra pacífica e livre de todos os males!"
.
- Aos que vivem no mato e a ele deram a sua juventude, as suas forças e os seus sonhos:
. "O nosso pensamento vai para vós, no isolamento e luta constantes das vossas vidas!"
.
- A todos os demais, que nos ouvis, onde quer que vos encontreis, sãos ou enfermos:
. "Que esta mensagem de fraternidade chegue, através do éter, aos vossos corações!"
.
Boa noite e que a benção dos Céus desça sobre vós!
.
D I Á S P O R A
.
Andei por terras distantes,
Vi outros mundos e gentes;
Vi coisas muito diferentes,
Mas outras bem semelhantes.
.
Em guerra sem ter sentido,
Nem tido fui, nem achado;
Parti, quando fui mandado,
Sem nunca ter sido ouvido.
.
Nas forças e nas fraquezas
Senti reais incertezas,
Vivendo tudo de perto,
.
Mas, dentro das tradições,
Colhendo embora lições,
Agi do modo mais certo.
.
Vítor Cintra
.
No livro: Entre o Longe e o Distante

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Blog VIP

Esta página volta a ser distinguido pela nossa amiga Ana Martins, do blog AVE SEM ASAS, com o selo que acima se reproduz.
Não podemos deixar de referir que nos sentimos honrados e manifestar o nosso reconhecimento. Obrigado, Ana!
Desconhecendo os critérios que devem presidir às nomeações, dispensamo-nos de individualizar os nossos escolhidos, preferindo atribuir a distinção a quantos nos visitam.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

JUSTIÇA - O direito à irresponsabilidade?

(imagem recolhida na internet)
.
Continua a ser angustiante o destino da pequena Alexandra, condenada ao exílio, por um mal amanhado projecto de juiz, que impunemente pontifica em Guimarães.
É chocante constatar a total irresponsabilidade com que a incompetência é protegida, neste país onde o direito é um mito e a justiça se tornou ficção, e parece ter, como única preocupação a protecção dos trastes, nem que para tanto, com o maior despudor, tenha que deixar cair a máscara.
Basta ver o tratamento que, por iniciativa de três conselheiros nomeados pelo P.S., foi dado pelo Conselho Superior de Magistratura ao Meretíssimo JUIZ, Dr. Rui Teixeira - homem correcto, JUIZ competente e incorruptível - ao congelar-lhe a avaliação (decisão que mereceu o repúdio da Associação Sindical de Juízes), além das represálias económicas exercidas, pelo poder político sobre o magistrado, e compará-la com a indiferença pelo destino da menina, resultante duma decisão incompetente, autêntico aborto jurídico, de tal modo incompreensível que, para o justificar, o seu irresponsável mentor chega ao extremo da mentira, para se ter a noção da degradação a que a justiça chegou e se perceber o seu engajamento ao poder político.
Não surpreende, assim, que a irresponsabilidade se acoite atrás dum cartão partidário como forma de garantir a impunidade.
.
S I N T O M A S
.
No teu rosto mágoa, sonho,
Alegria, dor, paixão,
O encanto, ou o medonho
Vazio no coração,
Um sorriso mais tristonho,
Confessando solidão,
São sintomas de que a vida,
Sendo intensa, é sofrida.
.
Ficarei sempre a teu lado,
Mesmo que isso seja errado.
.
Vítor Cintra
.
No livro: Entre o Longe e o Distante

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

A CRISE em contraponto

(imagem recolhida na internet)
.
Esta crise financeira é, antes de mais, uma crise espiritual, ou, se quisermos, uma crise de valores.
É a crise de uma sociedade que promoveu o consumismo desenfreado e, agora abandona milhões de consumidores ao estrangulamento das dívidas que ela própria incentivou.
É a crise de uma sociedade que valoriza mais os lucros do capital do que o direito das pessoas à habitação, à educação, ao trabalho ou à saúde.
É a crise duma sociedade que dá um peixe mas recusa-se a ensinar a pescar, que promove a filosofia do "coitadinho" mas cala a solidariedade, que advoga a impunidade, o egoísmo, a incompetência, negando a justiça.
É a crise duma sociedade que idolatrou o dinheiro amesquinhando o amor, a integridade e até a sustentabilidade do planeta.
É a crise duma sociedade onde, por falta de valores, se pode ouvir uma qualquer múmia vulgarizar o sagrado, ou sacralizar o profano.
Mas é também a crise das políticas, das religiões, das organizações que promoveram ou pactuaram com esta idolatria, endeusando a usura.
Usura enquanto exaltação dos valores do dinheiro, acima dos valores humanos e ambientais. Usura enquanto primado do dinheiro, sem o qual não há méritos, nem direitos. Usura enquanto direito a usurpar aquilo que se não semeou.
.
R E S T O U - M E
.
Restou-me, doutros tempos, o sentido
Que faz acreditar que a realidade
Encontra sempre um fundo de verdade,
Naquilo que se diz p'ra ser ouvido.
.
Restou-me, doutras vidas, o cuidado
De nunca crer em tudo o que se diz,
Buscando, desses ditos, a raiz
P'ra não julgar ninguém de modo errado.
.
Do tempo, que se escoa agora, apenas
Se deve acreditar que a humanidade
Se não afundará na insanidade;
.
E crer que as coisas grandes, e as pequenas,
Embora muitas vezes não pareça,
Farão valer que a vida se mereça.

.
Vítor Cintra
No livro: Entre o Longe e o Distante

Terça-feira, Outubro 13, 2009

Aconteceu Poesia


Na apresentação dos livros "Entre o Longe e o Distante" de Vítor Cintra e "Coimbra ao som da água" de Xavier Zarco, estavam na mesa (da direita para a esquerda) os poetas: Paulo Afonso Ramos, Xavier Zarco, Vera Sousa e Silva, Vítor Cintra e António MR Martins.
Antes da apresentação, porém, aconteceu Poesia.
O poeta Ricardo Durão, durante cerca de duas horas, prendeu a plateia, dando voz a poemas de Florbela Espanca, José Régio, Sofia de Mello Breyner, Fernando Pessoa, Bocage, Miguel Torga, Drumond de Andrade e outros.
Outros, poetas e não só, se seguiram, dizendo Poesia, numa tertúlia bastante aplaudida, que se deseja ver repetida.
A todos os que nos honraram com a sua presença, nesta apresentação, partilhando connosco um momento, sempre tão importante, como é a apresentação de um livro, um abraço reconhecido.

(imagem da plateia)

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

POESIA - Tertúlia seguida de Apresentação

.

A Temas Originais tem o prazer de o convidar a estar presente na 1.ª Tertúlia "Temas Originais", a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, Lisboa, no próximo dia 10 de Outubro, pelas 15:00. Este evento contará com a presença especial do poeta e declamador Roberto Durão.

*********

Os autores, Vítor Cintra e Xavier Zarco , e a Temas Originais têm o prazer de o convidar a estar presente na sessão de lançamento dos livros “Entre o Longe e o Distante” e “Coimbra ao som da água”, a ter lugar no Auditório do Campo Grande, 56, Lisboa, no próximo dia 10 de Outubro, pelas 18:00. Obras e autores serão apresentados pelos poetas Paulo Afonso Ramos e António MR Martins, respectivamente.
.

ENTRADA LIVRE

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

LEGISLATIVAS - O festim dos... vilões(?)

(imagem recolhida na internet)
No rescaldo das eleições legislativas é impossível não constatar o óbvio. E o óbvio é a estrondosa vitória de todos os partidos. Tão óbvio que, desde 1975, assim é.
E não se julgue que, os lideres dos partidos, ao cantarem vitória, estão a ser exagerados. Nada disso! Todos eles têm razões para cantar vitória. É bem peculiar esta "demokratia" de compadres.
Analisemos os seguintes indicadores:
Total de eleitores .. 9.337.314 = 100%
Total de mandatos ...... 240 = 100% (tantos?!... porquê e para quê?)
Resultados, depois de gastos centenas de milhares de € que, directa ou indirectamente, serão pagos pelos contribuintes (mesmo por aqueles que não acreditam nas lérias dos charlatães):
.
Partidos .........Votantes .. % Real .... % Reclamada
- PS ...............2.068.665 = 22,16% ........ 36,56%
- PSD ............ 1.646.097 = 17,63% ........ 29,09%
- CDS-PP........... 592.064 = .6,34% ........ 10,46%
- BE ................ 557.109 = 5,97% .......... 9,85%
- CDU...............446.174 = .4,78% ......... 7,88%
- PCTP/MRPP ...... 52.633 = 0,56% ......... 0,93%
- MEP ............... 25.338 = 0,27% ......... 0,45%
- PND ............... 21.380 =. 0,23% ........ 0,38%
- MMS .............. 16.580 = 0,29% ........ 0,18%
- PPM .............. 14.997 = 0,16% ......... 0,27%
- MPT-PH .......... 12.025 =. 0,12% ........ 0,21%
- PNR .............. 11.614 =. 0,12% ........ 0,21%
- PPV ............... 8.485 =. 0,09% ........ 0,15%
- PTP ............... 4.789 = 0,05% ........ 0,08%
- POUS ............. 4.320 = 0,05% ........ 0,08%
- MPT ............... 3.241 = 0,04% ........ 0,06%
Abstenções .3.678.536 = 39,39% ...... 0,00% (porquê ?)
Brancos ........... 98.993 = 1,06% ........1,75%
Nulos .............. 74.274 = 0,79% ........1,31%
.
100% eleitores = 9.337.314 = 240 mandatos
39,39% eleitores = 3.678.536 = 95 mandatos - usurpados pelos partidos.
Porque não haveriam todos eles de arengar vitória se todos eles vão abocanhar uma fatia para as respectivas clientelas?
Em resumo: 95 fregueses, durante 4 anos, vão indevidamente parasitar-nos.
E indevidamente porquê?...
1º/ Porque se os correspondentes eleitores viraram costas a esta palhaçada é porque os partidos não tiveram capacidade para os mobilizar;
2º/ Se esses eleitores não quiseram votar em ninguém para os representar como é que esses 95 seus representantes se dizem eleitos?
3º/ Se é dispensável o voto desses eleitores para distribuição dos mandatos então deverá subentender-se que só não somos todos dispensados, para que se possa continuar a ludibriar os "inocentes" acenando-lhes a bandeira da DEMOCRACIA.
Mas será que alguém ainda pensa que a DEMOCRACIA se resume ao acto de meter um papelinho numa urna, mantendo esse acto divorciado dos direitos de cidadania, como são o direito à JUSTIÇA, o direito à SAÚDE, o direito à EDUCAÇÃO, o direito à SEGURANÇA, etc., num estado onde todos são iguais e onde não há priviligiados (os políticos) e saqueados (o povo)?
O espectáculo final deste ridículo capítulo vai acontecer, com a pompa e circunstância habituais (à conta do erário público, claro), numa tomada de posse dos novos... legisladores(?)
.
L E G I S L A D O R E S
.
Sem terem lugar's marcados,
Sentaram-se os deputados
Nos bancos do Parlamento
E, só depois de sentados,
Descobrem que estão trocados
Os bancos de seu assento.
.
Confusos, em desalinho,
Procuram tomar caminho
Dos grupos parlamentares,
Mas nem um deles sozinho
Consegue, no burburinho,
Saber onde estão seus pares.
.
Vão altas as gritarias.
«Despejem as galerias!»
É ordem que se ouve então;
Que nunca tais arrelias
Demonstrem o quão vazias
As mentes, eleitas, são.
.
Palavras de desconcerto
Protestam do desacerto,
Que reina pela bancada,
Até que o Santos, - esperto -,
Arbitra o debate aberto
Das vozes que dizem nada.
.
Vítor Cintra
No livro: DIVAGANDO

Sábado, Setembro 26, 2009

De regresso...

.
Eu sei que, desta vez abusei. Três semanas de férias?!... Até parece que a crise já lá vai.
Que me desculpem os amigos que, durante estas três semnas me visitaram e encontraram, sempre e só, André Rieu e a sua excelente música. É óbvio que um a um irei visitá-los a todos. Não de imediato, já que mais do que visitar apenas, quero lê-los, desde o início do mês, mas tão breve quanto o meu tempo permitir.
No regresso vim encontrar a gentileza de duas amigas, que acompanho e cuja visito recomendo vivamente.
Logo no início de Setembro, o blogue Alma de Poeta quis honrar-me com o selo «Blog Dourado»:


Obrigado Isabel!
.
Depois foi o blogue Ave sem Asas a atribuir-me o selo «Comprometidos»:



Obrigado Ana!
.
Qualquer uma destas distinções, pelo que cada uma delas representa, honra quem as recebe. Não creio, por isso, que a sua vulgarização, só porque se deva nomear um determinado número de blogues, possa ser a melhor forma de destacar méritos. Que me perdoem, por isso, os criadores das distinções, se me atrevo a atropelar as regras que instituiram, mas se todos os blogues que visito me merecem o mesmo respeito e admiração, os que nomeio são aqueles que, segundo o meu critério, merecem especial destaque:
Para o selo «Blogue Dourado», nomeio:
...E o gato à sua janela
Nona e Eu
Maresia-Mar
Cabo-Verdiana no mundo
Atordoadas
Amadordoverso - O meu lado poético
.
Para o selo «Comprometidos», nomeio:
Pequenos Passos - Pela sua dedicação às crianças.
Criancices - Pela sua dedicação às crianças.
Flávia Vivendo em Coma - Pela sua demanda por Justiça.
Alma de Poeta - Pelo seu empenho na divulgação da Poesia.
Aromas de Portugal - Pelo seu comprometimento na causa do Autismo.
Livros e Autores - Pelo seu trabalho de divulgação de literatura.
Palavras Soltas - Pela sua obra poética.
Temas Originais - Pelo seu excelente trabalho editorial.
.

Quarta-feira, Setembro 02, 2009

André Rieu - Em Cortona




Enquanto estou ausente, deixo-vos este pequeno trecho.

Domingo, Agosto 23, 2009

Entre o Longe e o Distante

Apresentação em simultâneo
a ideia ganhou força e vai mesmo acontecer.
Porque não é possível convidar pessoalmente todos os amigos, deixo-vos aqui o convite.

Segunda-feira, Agosto 17, 2009

ATOARDAS OU IGNORÂNCIA?

(imagem recolhida na internet)
São muitas as imbecilidades com que, diariamente, os políticos nos presenteiam. E, em período pré-eleitoral, é quase inesgotável a fonte onde abastecem o seu minguado neurónio, com ideias de jerico. Até aqui, é caso para dizer, "nada de novo".
O que de facto é novo, surpreendente e caricato é ouvir agora o sr. Sócrates, após quatro anos consecutivos a agravar impostos, para sustentar os compadres e pagar a (des)governação ruinosa, fazer uma promessa (mais uma) de que vai agravar os impostos aos ricos.
Se não fosse a triste demonstração duma alienação preocupante, era caso para rir.
- Que ricos?... Onde estão os ricos, sr. Sócrates?... Só se forem os seus compadres e apaniguados que, durante o seu catastrófico consulado, não tiveram mãos a medir num " é fartar, vilanagem". Mas, a não serem esses, talvez cheguem os dedos de uma só mão, para contar os ricos de Portugal. E, a esses, não é qualquer Publicano (mesmo com mestrado de saqueador) que tem capacidade para extorquir seja o que for.
Ou será que os agravamentos dos impostos com que, ao longo destes quatro anos, nos sangrou a todos não foram senão uma amostra da pilhagem que nos está reservada?
Esclareça-nos, sr. "Promessas".
O povo costuma dizer que: QUEM MUITO FALA POUCO ACERTA, mas, apesar do sr. ser tão palrador, talvez não se importe de nos esclarecer. Se for capaz, naturalmente.
.
C O N T R A D I T Ó R I O
.
São nossas as intenções
De ter um mundo melhor,
Mas vós sabeis as razões
Que o fazem ficar pior.
.
É nosso o desejo ardente
De ver o mundo feliz,
Mas vosso é o que não sente
Paixão p'lo que a gente diz.
.
São nossas as tradições
De dar por solidariedade,
Vós tendes motivações
Que o fazem, mas por vaidade.
.
É nosso o sentir urgente
Que chegue o fim da pobreza,
Mas vosso é o que desmente
Não ter apego à riqueza.

.
Vítor Cintra
No livro: VERTIGEM

Quarta-feira, Agosto 05, 2009

Tráfico de Pessoas

(imagem recolhida na internet)
.
Quando se fala de «Escravatura» o termo transporta-nos, quase de imediato, para memórias de tempos passados e inspira-nos um sentimento de repulsa, compreensível aliás.
A realidade, porém, é bem mais trágica e bem mais actual do que aquela que a história nos relata como prática doutros tempos.
A Revista Além-Mar, de que se transcreve o trecho que segue, tem vindo a denunciar, repetidamente, práticas bem mais actuais e não menos repugnantes.
«... como sempre, pode escolher-se entre homens, mulheres e crianças. Estas são particularmente apreciadas, porque são mais dóceis, comem e protestam menos, dormem em qualquer recanto e, como é necessário menos força para obrigá-las a trabalhar, dão menos dores de cabeça a capatazes e vigilantes. Meninos escravos propriamente ditos haverá no mundo cerca de 8 milhões. Não muito longe desta condição encontram-se os 111 milhões de menores de 15 anos que executam tarefas impróprias, perigosas ou demasiado árduas para a idade
.
E S C R A V O
.
Porque te esforças tanto por sorrir
Se, nessa condição de escravizado,
Por mais que seja o esforço redobrado,
Não tens, como horizonte, um bom porvir?
.
Porque te esforças tanto em ser cortês
Com quem marcou de dor a tua vida
Sabendo que a maldade, repetida,
Aumenta o sofrimento, vez a vez?
.
Mantém, dos teus carrascos, a distância.
Não dês, nem reconheças, importância
A quem te escravizou, e ao teu povo.
.
Aquele que preserva na memória
A honra e o valor da sua História
Verá um dia o sol brilhar de novo.
.
Vítor Cintra
No livro: CONTRASTES

Quarta-feira, Julho 29, 2009

PROMESSAS... o dia a dia dos políticos

(imagem recolhida na internet)

Primeiro fecham-se maternidades, urgências hospitalares, cuidados de saúde primários, seguidamente fomenta-se desesperadamente o aborto, depois decide-se a distribuição de preservativos nas escolas, finalmente (em época eleitoral, evidentemente) acenam-se 200 € por nascimento, como incentivo à natalidade.
Se isto não fosse mais uma das absurdas idiotices com que, ao longo dos anos, temos sido brindados pela tacanha visão dos políticos, teria que ser tomado como anedota. Acontece que o neurónio de utilização colectiva dos políticos, de tão pouco utilizado que tem sido, deve ter perdido a noção do ridículo.
O que vale é que, vinda de onde vem, a promessa não passa disso mesmo.
Vendo bem as coisas, mais promessa menos promessa, que diferença faz?!
É apenas mais uma entre milhares. Se não for cumprida quem é que vai estranhar?
.
E X P E C T A T I V A
.
Ao romper da madrugada
Ouviremos as razões
De quem pouco sabe, ou nada,
Mas pretende dar lições.
.
Sentiremos assumidas,
Sem reservas, posições
Que pretendem ver, nas vidas,
O valor dalguns cifrões.
.
E veremos que suporte
Fundamenta as decisões
Que forjaram dor e morte,
Sem quaisquer hesitações.
.
Saberemos se é verdade
Que o sentir das multidões
Muda co'a facilidade
Com que mudam os sermões.

.
Vítor Cintra
No livro: DIVAGANDO

Quarta-feira, Julho 22, 2009

A dança dos compadres...

(imagem recolhida na internet)
Continuam a somar-se as «operações» pouco claras dos compadres. Desta feita é, uma vez mais, o iluminado "Jamais do deserto" (leia-se 'jamé') quem está no centro da polémica. Polémica que, como não podia deixar de ser, tem como base a monumental factura, que a incompetência (será?) nos vai obrigar a pagar, durante décadas.
A oposição, senão em uníssono pelo menos em peso, aponta o dedo à duvidosa negociata, que o Diário Digital, citando a Lusa, noticía.
O "zé" assiste, revoltado e enojado, ao lavar da roupa suja, ciente de que, seja qual for o resultado do alarido, será sempre ele o pagador.
.
G A N Â N C I A
.
Não basta pretender ganhar fortuna
À custa de princípios, ou direitos,
Pensando que os destinos 'stão sujeitos
À força, sem razão, inoportuna.
.
Quem anda por caminhos duvidosos
Em busca da fortuna, que não tem,
Acaba, certo dia, sem ninguém,
Chorando os seus triunfos, ruinosos.
.
Não há maior fortuna que ser pobre,
Mas ter, na rectidão e na prudência,
A força que dá paz à consciência;
.
Pois quem juntar riqueza, que lhe sobre,
Acaba moralmente prisioneiro
Daquilo que só paga com dinheiro.
.
Vítor Cintra
No livro: DIVAGANDO

Sexta-feira, Julho 10, 2009

Enquanto vou e volto...


Deixo-vos na companhia de Francis Goya.

(desliguem a música de fundo e deliciem-se)

Sexta-feira, Julho 03, 2009

EDUCAÇÃO - Uma questão de berço



De asneira em asneira, de calinada em calinada, o ministro "Maizena" acabou por quebrar o verniz e mostrar-se inteirinho, tal como é, sem disfarces nem camuflagens. O povo diz, na sua sabedoria:

«Aquilo que o berço dá, só a tumba leva!»

A rápida reacção do sr. Sócrates revela o seu incómodo, face à falta de respeito do seu ministro, não pelo adversário a quem foi dirigido o insulto, mas sim pelo local por ele escolhido para palco da sua má educação. O Parlamento.
Mas mostra também a sua determinação em deixar pelo caminho, sem contemplações, quem quer que se atreva a colocá-lo em causa, ou em situação incómoda, mesmo que se trate de um dos seus apaniguados mais bajuladores.
Neste caso, porém, diga-se em boa verdade, que a reacção foi célere, mas correcta.
E, por muito que os bajuladores, os oportunistas, os lacaios, autointitulados de "comentadores", se desdobrem em justificações e desculpas para o sucedido, e se multipliquem em servilismos os pasquins - falados ou escritos - que se dizem imprensa, na tentativa de minimizar o caso, o certo é que, desta feita, a censura não conseguiu evitar o que todo o país viu, em directo.
Não venham, pois, com imbecis argumentações, tão estúpidas como essa de que o sr. Maizena está cansado, porque o cansaço não desculpa a má educação. Nem nos venham dizer que foi um ministro muito bom, que revelou capacidades técnicas extraordinárias, que até solucionou a questão das minas, blá, blá, blá... porque se começarmos a enumerar os fracassos deste senhor desde o encerramento da Opel na Azambuja (por absoluta incompetência e anormal arrogância), os seus fracassos como técnico e como político, só são equiparáveis, em grandeza, à sua má educação. Considere-se, apenas, o valor dos investimentos deslocalizados e, mesmo sem ter em conta os monumentais erros da política económica, ter-se-à noção da enorme factura da sua incompetência, que o país está a pagar e há-de pagar ainda durante muitos anos.
A verdade é que se tivesse sido demitido juntamente com o "fecha maternidades" já ia tarde.
.
P A R Á B O L A
.
É assim que se resume

Duma forma adequada,
O vilão que muito assume
Mas que pouco faz, ou nada.
.
"Presunção e água benta,
Cada qual toma a que quer!"
Diz o povo, que apresenta
Em ditados o saber.
.
E, se quando o diz, resume
A distância da vaidade
Às razões da humildade,
.
No dizer também assume
O sentir de muita gente
Que não diz tudo o que sente.

.
Vítor Cintra
No livro: ECOS

Domingo, Junho 28, 2009

T V I - E os tentáculos...

(imagem recolhida na internet)

Esta peculiar «demokratia» está tão debochada, tão desacreditada, tão sem rei nem roque, tão feita de compadrios e mentiras que, diariamente assistimos ao inimaginável.
Dois casos, apenas para ilustrar esta minha opinião:
1/ No mesmo dia, num curto intervalo, ouvimos duas versões completamente opostas sobre a permanência em funções de um determinado funcionário superior, suspeito de ilícitos. Na primeira, o ministro responsável pela pasta diz que, só depois de ouvir o funcionário, numa reunião agendada, tomará uma decisão. Na segunda, alguns minutos depois, o primeiro ministro confrontado com a questão, diz que o ministro já tomou a decisão de substituir o funcionário.
Quem é que mente?... O ministro que disse que tomaria a decisão depois de ouvir o funcionário, ou o primeiro ministro que afirmou aos parlamentares que o ministro já tinha tomado a decisão?
.
2/ É pública a animosidade do sr. Sócrates, relativamente a alguns órgãos de comunicação social, que o não bajulam, ou que seguem uma linha editorial menos instrumentalizável. A estação TVI de televisão, é talvez o seu inimigo de estimação maior, no mundo jornalístico.
Apesar da "Golden Share" do Estado no capital da Portugal Telecom o sr. Sócrates, confrontado com os contornos da negociata, afirmou ao Parlamento desconhecer que a PT se preparava para assumir o controlo da estação televisiva em questão. Insurgindo-se contra os parlamentares por estarem a questioná-lo sobre um assunto de mero interesse empresarial (segundo ele).
.
A análise das questões que, quer as negociatas, quer as afirmações do político levantam, não devem passar sem uma reflexão séria.
A verdade é que nem sequer sei bem o que é que é mais grave.
Se o, alegado, desconhecimento do primeiro ministro, sobre uma decisão estratégica numa "Golden share" - o que, a ser assim, demonstra a completa incompetência governativa -, ou se as afirmações, proferidas naquele tom arrogante, no seu costumado jeito de "prima dona" ofendida, contra uma oposição que o confronta com a negociata, sob o pretexto de que se trata de um mero negócio, sobre o qual o governo não tem que se pronunciar.
.
«Quem não quer ser lobo... não lhe veste a pele»
M E N T I R O S O
.
Político mentiroso
Mente uma vez, sempre mente;
Mas o que é mais curioso,
Mente compulsivamente.
.
Político mentiroso,
Nem já disfarça que mente;
Naquele tom belicoso
Mente descaradamente.
.
Político mentiroso,
Nem sabe já porque mente;
Mas quando está furioso
Mente até à sua gente.
.
Político mentiroso,
Mente, mente, mente, mente;
Mas o que é mais vergonhoso
É pôr um ar de inocente.
.
Vítor Cintra

Quarta-feira, Junho 24, 2009

As competências do sr. Governador

(imagem recolhida na internet)
.
A OCDE veio, uma vez mais, corrigir as contas mascaradas que, frequentemente, os políticos domésticos nos servem, ao sabor das suas conveniências. Porque não é já a primeira vez que isso sucede, não nos surpreende que o faça, pois sabemos da dificuldade/incapacidade dos (des)governantes em acertar uma mera adição.
- Quem ignora os muitos malabarismos dialécticos, anualmente esgrimidos, para justificar o constante agravamento da carga fiscal, apesar das promessas eleitorais em contrário?
- Quem esqueceu a promessa da criação, durante a legislatura, de 150.000 postos de trabalho, que nunca aconteceram, e o espectáculo exibicionista, no verão passado (a um ano do termo da legislatura), dos quatro ministros, falando à vez, em conferência de imprensa, especialmente convocada, para anunciar a quebra do desemprego em 0,4%, verificado aliás em período sazonal, em que a oferta do emprego sempre acontece?
O descrédito dos políticos - destes políticos - atingiu o seu ponto máximo. Há pois que mudar de caras, numa bem urdida estratégia, na tentativa de continuar a servir-nos mais do mesmo, enquanto eles - sempre os mesmos - continuam a servir-se. Isso não surpreende, aliás.
O que surpreende agora é que o sr. governador do Banco de Portugal, cuja competência no seu trabalho de fiscalização é do conhecimento público, venha pronunciar-se contra as previsões da OCDE, arrogando-se competência fiscalizadora das previsões daquele organismo. Não duvidamos da competência do senhor, quer pelos casos BPN e BPP, quer até pelo elevado valor da remuneração que aufere. Mas, tendo em conta as diversas intervenções que já nos debitou, vem-me à ideia aquele provérbio de ciência popular que diz:
.
«Em boca fechada, não entra mosca»
.
C O N S E Q U Ê N C I A S
.
"Quem semeia ventos
Colhe tempestades!"
Quem causa tormentos
Não deixa saudades.
Quem recorda tempos
Vai vivendo idades.
Quem vive de alentos
Respeita verdades.
.
Quem tem na memória
Toda a sua história,
Não canta vitória
Por suposta glória.
.
Quem pisa direitos,
Que dos outros são,
Não segue preceitos
Mas perde a razão.
Quem cala conceitos,
Por pura ilusão,
Faz valer defeitos
Por contradição.
.
Vítor Cintra
No livro: MEMÓRIAS

Quinta-feira, Junho 18, 2009

O Primeiro Hino Nacional

(imagem recolhida na internet)
Na passagem dos 200 anos das invasões de Portugal pelos exércitos napoleónicos, vem a propósito recordar o primeiro Hino Nacional de Portugal, escrito pelo compositor Marcos Portugal, com o propósito de levantar o ânimo pátrio ferido.
Não pode deixar de referir-se também que se trata de um dos primeiros hinos europeus, já que, só a partir da segunda metade do séc. XIX, os povos começaram a cantar esse género de composição oficial em que letra e música se combinam para, em tom marcial, evocar os feitos gloriosos de cada país.
A música desse primeiro Hino, cuja partitura original se conserva na Biblioteca do Conservatório de Paris, entrou rapidamente no ouvido do povo. A letra, em louvor do «Príncipe Excelso», refugiado em Terras de Vera Cruz, passava de boca em boca, nas palavras que se seguem:
.
"Eis, oh Príncipe Excelso,
os votos sagrados
q'os Lusos honrados
vêm livres, vêm livres fazer,
vêm livres fazer
.
Por vós, pela Pátria
o Sangue daremos
por glória só temos
vencer ou morrer,
vencer ou morrer,
ou morrer,
ou morrer"

(Fonte de informação:
Revista Clube do Colecciondor - texto de João Borges de Azevedo)

Quarta-feira, Junho 10, 2009

DIA DE PORTUGAL

.
É dia de Portugal e de Camões.
É dia de recordar e homenagear os nossos antepassados. É dia de preito aos nossos egrégios.
Mas é também a oportunidade que os políticos nunca desperdiçam para o seu espectáculo de ostentação, de despesismo.
E, enquanto o povo anónimo honra os seus antepassados em cerimónias simples, mas sentidas, os políticos exibem-se em paradas ostensivas, num desperdício dos recursos, já tão parcos, de que Portugal carece para atender ao crescente estado de pobreza, que atinge cada vez mais portugueses.
.
M Ã E .... D O R I D A
.
Com angústia verdadeira,
De quem um filho perdeu,
Numa esp'rança derradeira
Acredita que há maneira
De poder honrar o seu.
.
Com destino tão marcado,
Tão sofrido, p'lo desgosto,
Quer apenas ver lembrado
O bom nome de soldado,
Mesmo que nome sem rosto.
.
Desse filho resta agora
Dor atroz, sempre presente,
Numa Pátria, que o não chora,
Esquecida, sem demora,
Do respeito p'lo ausente.
.
Vítor Cintra
No livro: ENCRUZILHADA

Sexta-feira, Junho 05, 2009

BLOG DOURADO


Recebi da amiga Ana Martins, do blog AVE SEM ASAS este mimo. Qualquer prémio é sempre gratificante. Mas este, por me ser atribuído por uma amiga que acompanho, porque a sua poesia me agrada, e tem, além do mais, a frontalidades de manifestar a sua posição, comentando o que escrevo, tem para mim um significado muito especial.
Obrigado, ANA !

REGRAS A CUMPRIR COM ESTE SELO:

"É um prémio que homenageia os melhores blogues e tem sua simbologia nas cores que utiliza.
A cor azul representa paz, profundidade e imensidão.
A cor dourada a sabedoria, a riqueza e a claridade das ideias.
O prémio em si representa a união entre os blogueiros."
Passo então a citar as regras:

Colocar o prémio em situação visível.
"Anunciar através de um link, o blogue que o premiou e premiar até outros 15 blogues, avisando a blogueiro sobre a premiação."

Os meus blogues premiados são os seguintes:

PEQUENOS PASSOS
LIVROS E AUTORES
INTRUSO
TERESA DURÃES
ISABEL FILIPE

Segunda-feira, Junho 01, 2009

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

(imagem recolhida na internet)
«Dia Mundial da Criança».

Comemora-se?!... Mas comemorar o quê?...
No meu périplo pelas páginas de alguns amigos, visitei, hoje, o blog Pequenos Passos.
Uma viagem guiada, no foguetão das crianças, pela mão da sua Educadora. Uma viagem deliciosa.
E se, dalgum modo, essa viagem me fez bem, não consegui esquecer que há uma menina de seis anos, de nome ALEXANDRA, que vive o "Dia Mundial da Criança" em exílio, longe dos seus amiguinhos de Infantário, da sua casa, das suas raízes. Das únicas raízes que conheceu e criou. Condenada ao exílio, pela tacanhez de alguém que, dizendo-se "juiz", resolveu exilá-la, só porque "não vai com a cara" da mulher que a criou com amor.
Comemorar o quê, afinal?...
No dia em que cada um de nós se insurgir contra as arbitrariedades dos «intocáveis» que, a coberto de irresponsabilidade garantida, se arrogam o direito de desrespeitar os mais elementares direitos duma criança, nesse dia, teremos razão para comemorar o "Dia Mundial da Criança". Até lá, qualquer evocação nesse sentido, é ofensiva.

O....J U I Z

Porque o «juiz» falou,
Asneiras, mas de forma empertigada,
- Até porque de vida sabe nada -
A gente se curvou.
E, sem pensar no trauma da criança,
Forçou-a a enfrentar uma mudança.
.
E nem se culpe as leis.
Se são embaraçadas, quais novelos,
São-no em Guimarães, ou em Barcelos.
Há poucos, bem sabeis,
Juizes que, julgando em consciência,
Conseguem ter da lei clarividência.
.
Vítor Cintra

Quinta-feira, Maio 28, 2009

ALEXANDRA - A sentenciada ao exílio.

(imagem recolhida na internet)

Perante mais uma aberração jurídica produzida a coberto da irresponsabilidade que caracteriza as decisões de tantos «intocáveis», é difícil não sentir vontade de perguntar porque razão não há em Guimarães, gente com tanta garra como as gentes de Mortágua?
Acabamos de assistir a mais uma arbitrariedade que, em resumo, se pode sintetizar assim:

a) Condenação ao exílio, nas estepes russas, de uma criança de seis anos, cujo único crime é o de ser criança, ter a mãe que tem e não merecer por isso o respeito de alguém que se considera superior e absoluto;
b) Passagem de um Atestado de Incompetência, às autoridades judiciais e instituições com competência e conhecimento, que, inequivocamente aconselhavam uma atitude de lucidez e prudência.
c) Incapacidade para aprender com um Tribunal de Primeira Instância, cuja sentença revela respeito pelos mais elementares direitos da criança, além de prudência e discernimento;
d) Privação de direitos de terceiros (nomeadamente do pai, que nem sequer foi ouvido), na produção duma sentença de consequências com contornos irrevogáveis.
Etc., Etc.. (Porque ainda há mais).
Este aberrante "aleijão" intelectual, fruto duma autoconvencida sapiência, que agora parece incomodar o sr. juiz, trará necessariamente consequências (já está a trazer), e deixará, inequivocamente, marcas futuras tão graves e tão profundas na criança condenada, que, ao imaginá-las, não posso deixar de formular estes votos:
1/ Que a consciência (se é que a tem) do sr. "Quero, Posso e Mando" lhe dê a condenação que a sua arrogância, a sua arbitrariedade e prepotência e a sua falta de de discernimento e lucidez sentenciou àquela criança;
2/ Que a sua vida seja tão longa, e tão sofrida quanto a daquela menina, para que essa consciência lhe possa cobrar essa pena, até ao último alento;
.
Quando será que neste país vai deixar de haver «intocáveis»?
Quando será que os «incomodados» começam a ser responsabilizados pelos seus actos e decisões arbitrárias?
.
I N C A P A Z
.
Aqui, neste país de "faz de conta",
«Justiça»?... Só se diz, mas não se faz.
Aqui, ser consciente é uma afronta,
Quando se faz juiz um "incapaz".
.
Aqui só há «Justiça»(?) incompetente,
Pedante até, de tão empertigada,
Com ar de quem se julga eficiente;
Só toga, porque dentro não há nada.
.
Condena uma criança, com presteza,
À vida nas estepes, como quem
Tem "culpa" por ter tido aquela mãe.
.
E, sem discernimento, nem certeza,
Decide que, sem traumas, a criança,
Só tem que agradecer-lhe tal mudança.
.
Vítor Cintra

Sexta-feira, Maio 22, 2009

E já passaram 3 anos

O tempo corre.
Há três anos, com este post, esta página começava a jornada, que havia de dar a conhecer muito da minha forma de ser e pensar.
Ao longo destes anos, muitos amigos vieram ler-me. Uns apoiando-me, outros nem tanto.
Vários são os que abandonaram a blogosfera (afinal tudo tem o seu fim), mas outros ainda não desistiram. A todos, tanto aos que por cá continuam como aos que ficaram pelo caminho, quero cumprimentar, agradecendo a amizade e a honestidade dos comentários, mesmo quando discordantes.
Mas também por aqui passaram uns tantos "amigos (?) da onça".
A esses tive oportunidade de dizer-lhes que deveriam ter lido a nota introdutória:
Este é um espaço de análise e opinião. Da minha análise sobre factos e coisas do dia a dia, e da opinião que à cerca delas vou construindo. Sobre o que escrevo, muitos dos que me lerem estarão de acordo e muitos outros discordarão. Não há mal nenhum nisso. Assim uns e outros saibam respeitar a opinião contrária.
.
A todos os que me têm acompanhado, dedico o poema:
.
P O N D E R A Ç Ã O
.
Porque há sempre ligação
Entre o certo e o errado,
Responder com 'sim' ou 'não'
Sem conceito bem fundado,
Pode não ser acertado.
.
Cada homem faz a vida
Com vivência singular;
Se não for empreendida
Duma forma regular,
Pode nunca resultar.
.
Cabe, pois, a cada qual
Demonstrar ponderação;
Sem julgar o seu igual
Por razões do coração,
Que se furtam à razão.
.
Vítor Cintra
.
No livro: MEMÓRIAS

Domingo, Maio 17, 2009

Apresentação de «Pedaços do Meu Sentir»

Além dos poetas Paulo Afonso Ramos e Xavier Zarco que apresentaram o livro, honrando-me com as suas palavras e amizade, tive, na mesa, a companhia constante (como pode ver-se) dos meus netos, também eles com uma actuação brilhante, ao recitarem um dos poemas do livro Pedaços do Meu Sentir.
Na impossibilidade de agradecer individualmente a todos os amigos que quiseram partilhar comigo o momento, honrando-me com a sua presença, e àqueles que, na impossibilidade de o fazerem, me telefonaram ou enviaram mensagens, quero expressar o meu reconhecimento pelas palavras de amizade e apoio, dedicando a todos este poema.
.
F A N T A S I A
.
Nasceu no tempo do nada,
Filha de coisa nenhuma,
Sua madrinha era fada,
Vestia de sumaúma.
.
Ouvia, mas não falava,
Não tendo boca, comia,
Não era dócil, nem brava,
Apenas graça e magia.
.
Às vezes tornada louca,
Seguindo seu rumo à toa,
Fazendo mal, era boa.
.
Mas outras, com coisa pouca,
Tomando as asas do vento,
Tornava-se pensamento.
.
Vítor Cintra
No livro: Pedaços do Meu Sentir

Terça-feira, Maio 12, 2009

Pedaços do Meu Sentir

Quinta-feira, Maio 07, 2009

Veteranos sem Apoios


Citando um relatório da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) o Diário de Notícias de 06-01-2009, diz que naquele documento pode ler-se, a certo trecho:
"Enquanto empregador responsável, as Forças Armadas têm o dever de cuidar dos seus actuais e antigos empregados."
e ainda, entre outras recomendações:
"É no interesse das Forças Armadas, como empregador, cuidar dos veteranos, na medida em que melhores serviços para esses combatentes também podem ser vistos como um incentivo ao recrutamento."
É óbvio que o relatório, para os governantes portugueses (muitos deles fugidos, como se sabe, ao cumprimento do serviço militar e regressados, de exílios 'dourados', após o 25 de Abril de 1974), não tem qualquer mérito, nem faz qualquer sentido. Será até (quem sabe?) disparatado nas suas análises e conclusões.
Quanto a nós, antigos combatentes, ele é completamente inócuo, já que, para além de não merecer qualquer atenção por parte dos (des)governantes que nos esbulham, não vem acrescentar nada ao que qualquer cidadão medianamente inteligente, há muito sabe.
Aliás, no caso de Portugal, atrevo-me mesmo a dizer que a maioria dos veteranos nem desejaria mais nada senão ser tratado com respeito.
.
C O N T R Á R I O
.
Não me atinge o "vomitado"
De quem vive amargurado
Por só ter, do seu passado,
A memória da traição;
Nem me acusa a consciência
De fingir, na dissidência,
Causas nobres, ou decência,
Mascaradas de razão.
.
Combati com desencanto,
Vivi luto, dor e pranto,
Não fui mártir, nem um santo,
Fui apenas cidadão;
Mas na minha caminhada
Não traí ninguém, nem nada,
Nem fugi da terra amada.
Não me queiram dar lição!
.
Vítor Cintra
Do livro: ENCRUZILHADA

Sábado, Abril 25, 2009

Liberdade... ou ditadura partidária?

(imagem recolhida na internet)

António Capucho, Presidente da Câmara Municipal de Cascais defendeu, em entrevista ao Correio da Manhã, a redução do número de deputados.
...
«Não acredito na operacionalidade nem na democraticidade das instituições parlamentares de dimensão excessiva. Fui líder parlamentar em duas circunstâncias e mais tarde ministro dos Assuntos Parlamentares. Sei do que falo: 50 deputados são suficientes para desempenhar cabalmente as competências constitucionais da Assembleia da República, sem prejuízo para a representatividade das forças partidárias e das regiões.»
Estas são, segundo a revista Sábado, palavras de António Capucho.
Quanto a mim, parece-me que este modelo de representatividade, exclusivamente partidária, onde a chamada "disciplina de voto" permite DITAR a vontade dum qualquer interesse (seja do DITADOR do partido, por mais imbecil que ele seja, ou do seu bando), já demonstrou, de forma cabal, o inviesamento do sistema, a que os priviligiados continuam a chamar de "democrático".
Que 50 deputados sejam suficientes, não restam dúvidas nenhumas, desde que esses deputados respondam perante os seus eleitores e NUNCA perante o "ditador" do seu partido. A não ser assim, até os 50 são demasiados, pois hão-de colocar sempre interesses clientelistas acima dos interesses da grei.
Em tempo de crise, não seria uma medida patriótica acabar com todo este parasitismo político?
.
C E P T I C I S M O
.
Além de ter passado a vida toda
Cumprindo o que julgava ser o certo,
Sou velho p'ra abraçar agora a moda
De dar valor diferente ao que está perto.
.
Não creio haver políticos honestos;
São duas condições que não combinam.
Mas há aí, também, como no resto,
Pessoas esforçadas, que me animam.
.
Pedir ao povo fé no Parlamento
Sem que, dali, lhe venha coisa em troca,
Além de muita "treta" e puco tento,
.
É como mascarar um sentimento
De culpa, que a mudança nos provoca,
Se nisso for quebrado um juramento.
.
Vítor Cintra
No livro: RECADOS